Entidades representativas dos servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reagiram contrariamente à indicação do deputado federal pelo PSC de Sergipe, André Moura.

O Sindicato Nacional dos Servidores da Agências Nacionais de Regulação (Sinagências) e a Associação dos Servidores da Anvisa (Univisa) rejeitam a ideia de ter um administrador de empresas, e não um técnico que tenha experiência em vigilância sanitária.

“É um total escárnio. Esta indicação passa uma intranquilidade para o cidadão. Outra questão imprescindível para o país é que, com uma indicação como esta, o aumento do clima de desconfiança de investidores tornará também o ambiente menos atraente para o capital privado”, declarou, em nota, o Sinagências.

Já a Univisa questionou o fato de que o ano de formação em ensino superior do deputado é 2018. “Os servidores da Anvisa não suportam mais esse modelo patrimonialista, e o aparelhamento das Agências reguladoras federais que prestam essencial serviço à sociedade. O indicado é dotado de total ausência em qualquer prática e experiência na área da vigilância sanitária. Em qualquer lugar do mundo não haveria sequer a hipótese de se pensar em tal indicação ”, diz a nota da Associação.

De acordo com as entidades, esta é a pior indicação da história das agências reguladoras. “Além de tudo isso, o indicado responde a condenações e é enquadrado na Lei da Ficha Limpa”, finaliza o texto do Sindicato.

O presidente da Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL), Carlos Gouvêa, também ressaltou que a indicação técnica deveria sempre prevalecer para estar à frente das agências reguladoras. (Com informações do portal Metrópoles – 19.12.18)