A infecção pelo novo coronavírus pode causar uma série de alterações em exames de sangue como hemograma e creatinina. Segundo o professor do Departamento de Propedêutica Complementar da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerias, Leonardo Vasconcellos, estas alterações não formam um diagnóstico para a Covid-19, mas ajudam a monitorá-la.

Ainda de acordo com o professor, para a detecção da Covid-19 são utilizados vários exames como os testes moleculares, os testes sorológicos, além dos testes rápidos que, na visão dele, têm um grande potencial, porém estão sendo realizados de maneira indevida e errônea.

“Antes de realizar um teste rápido para detectar a presença de anticorpos contra a covid-19, é preciso avaliar a qualidade do laboratório responsável, o modo como é feita a coleta e quais os controles de qualidade do exame. Outra forma é buscar pelo Programa de Avaliação de Kits para Diagnóstico do Sars-Cov-2, realizado por força-tarefa encabeçada por entidades do segmento”, destaca ele.

Segundo Vasconcellos, essa força-tarefa avalia o desempenho dos testes, conforme o tempo que ocorreu a exposição e a presença de sintomas. “Isso vai impactar no tipo de teste que o paciente deve fazer”, comentou.

Ainda de acordo com o professor, os laboratórios clínicos passaram por muitas mudanças devido à pandemia. “No começo, o setor passou por dificuldades e enfrentou uma modernização acelerada, além do adiantamento de discussões e medidas que já estavam em curso”, concluiu. (Com informações da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais – 22.10.20)