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ABA lança Cartilha Especial para pacientes e familiares com Hiperplasia Adrenal Congênita, HAC

A Associação Brasileira Addisoniana (ABA), criada em 2019, em São Paulo, com o objetivo de amparar pessoas com Insuficiência Adrenal e Hiperplasia Adrenal Congênita (HAC), lança uma Cartilha Especial inédita para orientar os pacientes e familiares com HAC, doença hereditária frequente, que afeta a produção de hormônios pelas glândulas adrenais, que estão localizadas em cima dos rins. O documento pode ser acessado no site da ABA: www.abaddison.org.br

Na Cartilha, que teve a orientação científica da médica endocrinologista e presidente da Sociedade Brasileira de Triagem Neonatal e Erros Inatos do Metabolismo (SBTEIM), Dra Tânia Bachega, e da fonoaudióloga Denise Lucheta (ABA), é possível conhecer as formas da doença (clássica perdedora de sal; virilizante simples; e não-clássica ou tardia), além dos sinais clínicos, em meninos e meninas, para cada tipo de HAC e os tratamentos para a enfermidade.

O guia ainda traz informações importantes para os pais de pacientes que foram diagnosticados: como será a rotina do bebê, cuidados com a medicação, quando levar ao hospital, além de todos os cuidados na infância e na transição à vida adulta.

HAC

Os pacientes recém-nascidos com HAC demonstram deficiência na produção destes hormônios. Em consequência disso, as glândulas adrenais produzem excesso do hormônio testosterona desde a vida fetal. O desequilíbrio resulta na dificuldade do ganho de peso dos bebês depois de sete dias de vida, além de vômitos, seguidos de desidratação grave que pode evoluir para óbito nas primeiras semanas em, aproximadamente, 20 a 25% dos bebês.

“Já os recém-nascidos de sexo feminino apresentam atipia genital, resultante do excesso da produção testosterona desde a vida fetal. No entanto, a genitália interna, útero e ovários, estão normalmente desenvolvidos, caracterizando uma malformação apenas da genitália externa. Esta manifestação clínica no sexo feminino corrobora para a identificação precoce da HAC e as meninas têm frequência menor de desfecho fatal no período neonatal”, comentou a Dra.

Diagnóstico

A detecção precoce da HAC permite a introdução da terapia de reposição hormonal e evita a crise de desidratação (perda de sal). “No que se refere à avaliação e tratamento da malformação genital, esta deve ser avaliada exclusivamente por equipe multidisciplinar especializada e com a participação e constante orientação dos pais. Diversos centros possuem resultados em longo prazo do tratamento de pacientes com HAC, evidenciando os efeitos benéficos do tratamento”, alerta a médica.

Por ser uma doença frequente, que afeta, aproximadamente, 1 a cada 10/15 mil bebês no Brasil, a HAC foi incluída no Teste do Pezinho (Programa Nacional de Triagem Neonatal) desde 2012.

O diagnóstico da HAC, por meio da coleta da gotinha de sangue do calcanhar do bebê na maternidade ou na UBS, entre o 3º e o 5º dia de vida, tem demonstrado uma medida efetiva de saúde, uma vez que a instituição precoce da terapia evita a grave crise de perda de sal, bem como coopera para a correção de erros de registro de sexo ao nascimento em meninas com atipia genital. (Com informações da Oficina de Mídia – 12.01.22)

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