Testes genéticos e análises da microbiota intestinal vêm ganhando espaço nas redes sociais, muitas vezes associados a emagrecimento, alimentação personalizada, performance e bem-estar. Nesta quinta-feira (24), o tema voltou a circular após ser abordado por uma influenciadora, o que deve aumentar a curiosidade sobre esse tipo de exame.
Mas, afinal, qualquer pessoa deveria fazer um teste genético ou de microbiota? Até que ponto o resultado pode ajudar na escolha de uma dieta? E quando esse tipo de investigação realmente tem indicação?
O médico geneticista Carlos Aschoff, assessor médico do Grupo DB, associado à CBDL, explica que existem diferentes categorias de testes genéticos e que nem todos têm a mesma finalidade. Enquanto alguns são voltados ao diagnóstico de doenças genéticas, outros avaliam variantes que podem exercer algum grau de influência sobre características relacionadas à saúde, alimentação e bem-estar.
“Quando falamos em testes genéticos é importante entender que existem finalidades bastante diferentes. Há testes utilizados no diagnóstico de doenças genéticas e há exames que identificam variantes genéticas comuns na população, que podem ter algum grau de influência sobre diferentes características relacionadas à saúde e ao bem-estar”, comenta Carlos Aschoff, médico geneticista e assessor médico do Grupo DB.
A nutrigenética é uma área que estuda justamente como determinados padrões dessas variantes podem estar relacionados à resposta aos alimentos, macronutrientes e micronutrientes. Em alguns casos, essas informações podem auxiliar na definição de estratégias nutricionais mais individualizadas, principalmente para pessoas que não respondem bem às abordagens tradicionais ou em situações de alta performance. Isso não significa, entretanto, que todas as pessoas precisem realizar um teste genético para definir sua alimentação. Para grande parte da população, a orientação adequada de um profissional e a adesão ao plano proposto já podem ser suficientes para atingir os objetivos.
“Quando falamos de microbiota, sabemos que alterações no microbioma intestinal podem estar associadas a desconfortos e alterações intestinais em determinados pacientes. Nesses casos, a análise pode ser indicada como parte de uma avaliação mais ampla e auxiliar na definição de ajustes alimentares e, quando necessário, de outras estratégias terapêuticas. O principal ponto é que nenhum desses exames deve ser realizado apenas porque se tornou uma tendência. O ideal é passar primeiro por uma avaliação com um profissional de saúde de confiança, que poderá entender o histórico, os sintomas e os objetivos daquela pessoa e avaliar se realmente existe indicação para o exame.”, conclui. (Com informações do Grupo DB – 30.092026)

