Os autotestes de Covid pelo mundo e o papel da sociedade

Com o surgimento de novas variantes da Covid-19, diversos países do globo, começaram a pensar na alternativa dos autotestes para o controle da pandemia.

A médica sanitarista da London School of Hygiene & Tropical Medicine (LSHTM), Dra Rosanna Peeling, durante a Série Internacional de Webnars, promovida no último 31 de março, pela Aliança Latino-americana para o Desenvolvimento do Diagnóstico In Vitro (ALADIV), em parceria com a Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL), a LSHTM, o The International Centre Diagnostics (IDC), a Aldimed e a FIND, além de contar com o apoio do USAID, da Coalizão Interamericana de Convergência Regulatória e a Aldimed, traçou um panorama geral sobre o uso dos autotestes em vários países do mundo.

De acordo com a cientista, um dos primeiros países a utilizarem os autotestes foram os Estados Unidos, em novembro de 2020, com a autorização emergencial concedida pelo FDA. “Em janeiro de 2021, a Casa Branca afirmou que o autoteste era uma ferramenta importante para mitigar o contágio por covid. E o Centro de Controle de Doenças estadunidense vem recomendando, cada vez mais, os testes feitos em casa, em pessoas, com sintomas, que vão a lugares públicos ou se encontrar com não vacinados ou pacientes com riscos de enfermidades severas ou com comorbidade”, salientou Rosanna que completou que o país, atualmente, tem 15 diferentes testes de antígeno e três moleculares.

Já no Reino Unido, ainda com informações da sanitarista, em dezembro de 2020, o governo aprovou o primeiro autoteste para a covid e, em março de 2021, foi permitido que as empresas poderiam fornecer os autotestes aos colaboradores gratuitamente. “Mais de 60 mil empresas entregaram estes testes aos profissionais. E em abril, o governo decidiu que os autotestes estavam disponíveis em locais de testagens ou pelo correio”, disse ela.

Atualmente, sete milhões de autotestes estão disponíveis diariamente para as casas britânicas. “As pessoas estão transformando o autoteste como parte da vida social – antes e depois de eventos ou visitas – e com os resultados compartilhados. No entanto, apenas uma pequena fração coloca os resultados no site do governo”, advertiu a médica.

Em março de 2021, o Centro Europeu de Controle de Doenças publicou uma nota oficial dizendo que o autoteste melhora a acessibilidade dos testes. E no mês seguinte, o governo suíço, para controlar a qualidade dos kits, permitiu que cada cidadão tivesse cinco testes por mês de forma gratuita.

Já em maio de 21, Singapura aprovou os autotestes e, atualmente, 16 testes estão disponibilizados no mercado. No mês de agosto, o governo do país decidiu que cada casa tivesse um número determinado de autotestes.

“No passado, no que se refere à saúde pública, nós precisávamos falar o que a sociedade precisaria fazer para controlar uma doença. Esta pandemia empoderou o público para ter conhecimento de ferramentas de controle. O público é cada vez mais responsável pelo seus status de saúde e da segurança dos outros ao seu redor. Sim, o autoteste pode ser uma condição viável para o controle de uma pandemia”, concluiu Dra. Rosanna.  

Hoje em dia, mais de 100 países no mundo aprovaram os autotestes. (Com informações da Oficina de Mídia – assessoria de imprensa da Aladdiv/CBDL – 04.04.22)

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