Instituto do Cérebro (InsCer) amplia a capacidade de investigação com o primeiro separador celular da região Sul. Equipamento integra série de investimentos que prepara complexo de referência em terapias avançadas
O Instituto do Cérebro (InsCer) da Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) passou a contar com uma nova tecnologia que vai permitir acelerar descobertas de tratamentos e, também, curas para doenças raras, neurodegenerativas e cânceres no Brasil. O separador celular Bigfoot Spectral Cell Sorter, fabricado pela Thermo Fisher Scientific, fará parte do Centro de Inovação em Terapias Avançadas (CITA) do InsCer – e é o único no Sul do país e o segundo em território nacional.
Bigfoot é um equipamento de citometria espectral que permite aos pesquisadores analisar e separar diferentes tipos de células de uma mesma amostra de forma rápida e detalhada – ampliando a precisão e a agilidade de estudos de doenças, como a Doença de Alzheimer e outras demências, Fibrose Cística, Atrofia Muscular Espinhal (AME), Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), síndrome de Smith-Kingsmore e a Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), por exemplo.
Doenças raras são condições crônicas, progressivas e degenerativas que, geralmente, são graves e que afetam uma pequena parte da população. Para ser considerada rara, a patologia precisa afetar até 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 13 milhões de pessoas convivem com algum tipo de doença rara no Brasil.
A tecnologia permite a análise de múltiplos parâmetros celulares a partir de amostras com volumes reduzidos – uma condição comum em estudos com pacientes com doenças raras. Na prática, o equipamento consegue identificar diferentes populações de células e separar aquelas que apresentam características relevantes para a investigação. Isso permite extrair mais informações de uma mesma amostra, algo especialmente importante quando o material disponível para pesquisa é limitado. Ele também é até cinco vezes mais veloz que tecnologias convencionais, levando minutos para fazer o que outros equipamentos fariam em horas: viabiliza a triagem de diversas populações celulares simultaneamente, acelerando descobertas e aumentando a profundidade das investigações científicas.
O equipamento integra uma série de investimentos que prepara o CITA para se tornar um complexo de referência em terapias avançadas. O objetivo é entender doenças, identificar falhas que elas causam e propor terapias que vão corrigir o problema.
“Tecnologias como o Bigfoot permitem aprofundar a compreensão dos mecanismos celulares envolvidos em doenças raras e neurodegenerativas, conhecimento essencial para avançar no desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas. Integrada ao ecossistema de terapias avançadas do CITA, essa infraestrutura coloca o InsCer em uma posição diferenciada para desenvolver ciência de alta complexidade no Brasil”, afirma Lucas Rizzo, biomédico, doutor em Ciências e especialista em Citometria de Fluxo da Thermo Fisher Scientific.
O CITA
O Centro de Inovação em Terapias Avançadas (CITA) tem como objetivo ser referência no tratamento de doenças neurodegenerativas como Parkinson, Alzheimer, epilepsias graves, Transtorno do Espectro Autista, além de doenças raras e cânceres.
Com três frentes de atuação, a proposta do CITA é desenvolver tratamentos teranósticos, de terapia celular e de terapia gênica.
A ideia é desenvolver tratamentos que se caracterizam pelo uso de radiofármacos e produtos biológicos (como células, tecidos e genes) para melhorar a vida de pacientes com doenças raras, neurodegenerativas e cânceres.
“A chegada do Bigfoot Cell Sorter representa um marco estratégico para o InsCer, elevando a precisão e a velocidade de nossas pesquisas translacionais. Ao integrá-lo ao CITA, ampliamos significativamente a capacidade tecnológica do centro, impulsionando o desenvolvimento de terapias avançadas”, Gabriele Zanirati, coordenadora de Pesquisa do Instituto do Cérebro da PUCRS.
Disclaimer: As soluções mencionadas neste material são rotuladas como RUO (Research Use Only). Os produtos rotulados como RUO são destinados aos quais se destinam para uso exclusivo em pesquisa. A utilização desses produtos para fins de diagnóstico é de inteira responsabilidade do serviço de saúde que deverá atender aos requisitos contidos na RDC 786/2023 da ANVISA, Subseção I, Artigos 129 a 135 que tratam do desenvolvimento de técnicas in house. (Com informações da Thermo Fisher – 04.09.2026)

