Inteligência Artificial Generativa ganha espaço na prática médica e será debatida na 56ª Jornada Paulista de Radiologia

Uso de ferramentas como o ChatGPT já começa a apoiar produtividade, análise de informações e raciocínio clínico de médicos

Ferramentas de Inteligência Artificial Generativa, como o ChatGPT, começam a ganhar espaço no cotidiano médico e podem apoiar desde tarefas administrativas até a análise de casos clínicos complexos. O impacto dessas tecnologias na prática assistencial será um dos temas discutidos na 56ª Jornada Paulista de Radiologia (JPR), maior congresso de diagnóstico por imagem da América Latina, que acontece entre 30 de abril e 3 de maio, em São Paulo.

Estudos recentes indicam que modelos de linguagem baseados em Inteligência Artificial podem contribuir para a organização do raciocínio clínico e para a análise de grandes volumes de informação médica. Um estudo conduzido por pesquisadores da Harvard Medical School e do Beth Israel Deaconess Medical Center, publicado na revista científica JAMA (Accuracy of a Generative Artificial Intelligence Model in a Complex Diagnostic Challenge), mostrou que sistemas baseados em IA incluíram o diagnóstico correto em 64% de casos clínicos complexos analisados, apontando potencial para apoiar o processo diagnóstico.

Na prática, essas soluções já começam a ser utilizadas por médicos em atividades como revisão de textos científicos, organização de relatórios, tradução de conteúdos técnicos, síntese de literatura científica e elaboração de explicações mais acessíveis para pacientes.

O tema será abordado na sessão “Tecnologia Além da Radiologia”, que integra a programação da JPR e contará com a apresentação “ChatGPT no Dia a Dia do Médico: Prompts que Realmente Funcionam e Dicas para Manter a Segurança de Seus Dados”, ministrada pelo radiologista Dr. Luis Pecci Neto.

“Modelos de linguagem como o ChatGPT podem ajudar o médico a organizar informações complexas, revisar textos científicos, estruturar relatórios e até explorar hipóteses diagnósticas. Mas é fundamental reforçar que a Inteligência Artificial não substitui o julgamento clínico. Ela deve ser utilizada como ferramenta de apoio ao profissional”, afirma Dr. Luis Pecci Neto, radiologista e membro da Comissão de Laudos do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR).

Segundo o especialista, um dos principais impactos dessas tecnologias está no ganho de produtividade médica. “A medicina produz uma quantidade enorme de informação todos os dias. A inteligência artificial pode ajudar o médico a organizar conhecimento, revisar documentos e estruturar relatórios com mais eficiência, liberando mais tempo para o cuidado com o paciente”, diz.

Pecci Neto ressalta, no entanto, que o uso desses sistemas exige atenção. “Essas tecnologias são extremamente úteis, mas precisam ser utilizadas com responsabilidade, especialmente quando falamos de validação das informações e proteção de dados sensíveis dos pacientes. Saber utilizá-las de forma segura é fundamental para que tragam benefícios reais à prática médica”, afirma.

Esses aspectos — incluindo exemplos práticos de prompts, aplicações clínicas e orientações sobre segurança de dados — serão discutidos durante a apresentação, que acontece no dia 30 de abril, das 9h às 10h20, na programação da 56ª Jornada Paulista de Radiologia.

Mais informações sobre a programação do evento estão disponíveis em: https://jpr.org.br/evento/jpr2026/programacao/lista?areas%5B%5D=409&congressistaNome=

Serviço — JPR 2026
Evento: 56ª Jornada Paulista de Radiologia
Data: 30 de abril a 3 de maio de 2026
Local: Transamerica Expo Center — São Paulo (SP)
Mais informações: www.jpr.org.br JPR

 

 

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