Encontro reúne líderes para formar delegação brasileira no próximo ADLM, com apresentação sobre IA, IoT e Interoperabilidade

A delegação brasileira que vai ao ADLM 2026, principal feira e congresso mundial na área de diagnóstico, que acontece em julho deste ano, em Anaheim, na California (EUA), reuniu-se nesta quarta-feira, 3 de junho, no Consulado Geral dos Estados Unidos, em São Paulo, para o evento Pré-ADLM com apresentações e debates.

Organizado pela Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL), o encontro contou a abertura do cônsul comercial dos Estados Unidos, Michael Marangell; além dos presidentes de associações e entidades de saúde como a Dra. Elizabeth Menezes, presidente da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC); do presidente do Conselho de Ex-Presidentes da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), Dr. Álvaro Pulchinelli; do presidente da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (ABRAMED), Dr. César Nomura; do presidente da Federação Brasileira de Laboratórios de Análises Clínicas (Febralac), Dr. Filipe Garcia; do presidente da LISBrasil, Dr. Edgar Borges; do presidente do Conselho Federal de Biomedicina, Dr. Edgar Rizzatti; da vice-presidente do ICOS (Instituto Coalizão Saúde), Dra. Cláudia Cohn; do presidente executivo da CBDL, Carlos Gouvêa e do presidente do Conselho de Administração da CBDL, Fúlvio Facco.

Os líderes de cada instituição deram as boas-vindas, agradecimentos e falaram sobre as expectativas do ADLM, em Anaheim, na Califórnia (EUA), este ano.

Logo após a abertura houve a apresentação da Aula Magna, por Érico Theodorovitz, CEO MOSO VBD e HC/FMUSP, com moderação de Renan Leonnel da NJIT – New Jersey Institute of Technology, que traçou alguns paralelos com o que estão desenvolvendo nos Estados Unidos.

Em sua conferência, Theodorovitz destacou o papel da TI/IoT e Interoperabilidade como desafio cultural e frisou que toda a mudança pode gerar trauma e tirar as pessoas da zona de conforto.

“A área de diagnóstico sairá de um simples avanço nos testes e exames para uma rede integrada de cuidado. Detectar antes é importante, interpretar corretamente é essencial, mas agira no momento certo é o que vai gerar valor. Conectar tudo é o grande desafio”, afirmou ele.

O especialista comentou sobre a tríade IoT que capta; a IA que interpreta e a Interoperabilidade é que aciona e entrega a informação certa para a pessoa certa no momento certo.

O CEO ainda traçou alguns paralelos com a genômica, as vacinas mRNA e a radiologia digital. E ainda falou sobre um programa que está sendo conduzido em hospitais, laboratórios, operadoras e farmácias, o Open Care Interop, com parceria da B3, do HC/FMUSP e MOSO e que já é o piloto para a implementação segura da interoperabilidade na saúde privada, com o apoio da SEDIGI/MS, Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde..

Ao finalizar, Theodorovitz defendeu um novo modelo de diagnóstico com monitoramento continuo, dados multimodais, IA preditiva, interoperabilidade de sistemas, cuidado coordenado e aprendizado. (Com informações da CBDL – 03.06.2026)

Anterio