Um teste inédito para a detecção do novo coronavírus acaba de ser desenvolvido pelo Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo. O exame é capaz de ter a mesma precisão do RT-PCR, porém com um volume maior de processamentos.

Por meio da tecnologia de “sequenciamento de nova geração”, o teste analisa fragmentos de DNA na identificação de doenças e mutações genéticas. No entanto, a inovação ficou por conta da adaptação da técnica para detectar as moléculas de RNA com todo o material genético.

Em entrevista à Exame, o presidente executivo da Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL), Carlos Eduardo Gouvêa, comemorou o achado, “é uma descoberta muito boa, torna possível acelerar bastante a detecção do vírus”.

Gouvêa reforçou que a tecnologia é muito utilizada nos tratamentos de  câncer, para uma maior compreensão das mutações genéticas, e a consequente escolha de medicamentos mais assertivos para o tratamento. “O que foi feito foi adaptar esse processo para detectar o coronavírus”, disse ele.

O engenheiro e diretor de inovação e transformação digital do Einstein, Claudio Terra, projeta novas alianças para a propagação da descoberta. “Nosso interesse agora é fazer acordos de grandes proporções, não temos interesse em manter essa tecnologia só no Einstein. “Anunciamos hoje e esperamos que amanhã de manhã estejamos falando com governos, laboratórios privados, para ver como podemos fazer parcerias e aumentar a capacidade de testagem”, comentou o diretor.

No entanto, o dirigente da CBDL ressalta possíveis entraves para a realização do novo teste. “Para chegar a outros laboratórios será preciso ter o equipamento, que não é tão barato e não é tão fácil de encontrar, principalmente fora de regiões metropolitanas. Mas, toda descoberta é válida, é mais uma possibilidade muito positiva se ampliada para vários laboratórios”, finaliza Gouvêa. (Com informações da Exame – 22.05.20)