AVC Isquêmico pode ser evitado com diagnóstico precoce

As artérias carótidas são as responsáveis por transportar o sangue até o cérebro, e se não forem bem cuidadas, podem originar sérias consequências. Um dos casos mais recorrentes é o desenvolvimento da doença carotídea aterosclerótica, ou estenose de carótida, que pode resultar em um Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI), popularmente conhecido como derrame, responsável por altos números de mortes no Brasil.

A estenose, que é o estreitamento das artérias, provoca a degradação das paredes arteriais, a chamada aterosclerose. A doença provoca a obstrução das artérias pelo acúmulo de gordura relacionada a questões hereditárias, diabetes, obesidade, tabagismo, pressão alta, e ainda impede a passagem do sangue até a região intracraniana.

O quadro pode passar despercebido por vários anos sem ser diagnosticado e se manifestar apenas com o AVCI, com sintomas como tonturas, desmaios, dificuldade em respirar, fraqueza e aumento da pressão arterial. A genética também é algo considerado, como orienta o presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, Dr. Bruno Naves.

“É fundamental conhecer o histórico familiar. Se houver casos de colesterol alto, deve-se fazer um exame para saber o perfil lipídico. Quanto mais cedo cuidar, menos acúmulo de gordura terá. Além disso, a aquisição de bons hábitos de vida, como atividade física regular, não fumar e uma alimentação balanceada, com pouco consumo de gordura de origem animal e farinha branca, são importantes, além de realizar o controle rigoroso da pressão arterial e do diabetes, se for o caso”, explica. Portanto, é essencial que o paciente faça visitas regulares ao médico, realize exames frequentemente e se atente aos sinais do corpo. A prevenção e o diagnóstico precoce podem salvar vidas. (Com informações da Way Comunicações – 26.10.21)

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