Thermo Fisher fortalece capacidade para estudos clínicos complexos no Brasil com solução de criogenia

Centro Logístico de Ensaios Clínicos, em São Paulo, passa a contar com operação completa para armazenamento, gestão e distribuição de materiais criogênicos e incorpora ecossistema digital integrado para estudos clínicos

Terapias celulares e gênicas estão entre os avanços que vêm aumentando a complexidade da pesquisa clínica. Desenvolvidas a partir de células ou material genético, essas terapias abrem novas possibilidades para o tratamento de doenças, mas também exigem uma infraestrutura altamente especializada nos bastidores dos estudos. Em determinadas aplicações, os materiais biológicos utilizados precisam ser armazenados e transportados sob condições rigorosamente controladas, em temperaturas que podem chegar a aproximadamente -196°C.

O Brasil vem ganhando espaço nesse mercado. Estudo da Interfarma em parceria com a IQVIA mostra que o país passou da 18ª posição, em 2025, para a 12ª no ranking mundial de estudos clínicos iniciados em 2026, respondendo por 2,9% das pesquisas iniciadas globalmente. É nesse cenário que a Thermo Fisher Scientific, empresa associada à CBDL, amplia a atuação de seu Centro Logístico de Ensaios Clínicos, em São Paulo, com novas capacidades em criogenia para apoiar estudos de maior complexidade. A unidade participa atualmente de mais de 850 estudos clínicos.

A nova operação integra armazenamento, gestão e distribuição de materiais criogênicos ao longo da cadeia de suprimentos dos estudos clínicos. A companhia é a primeira empresa no Brasil e na América Latina a oferecer, nessa escala, capacidade especializada de armazenamento criogênico associada a uma operação de ponta a ponta.

“A criogenia exige muito mais do que infraestrutura física. É preciso desenvolver protocolos, qualificar equipamentos e processos e garantir controle e rastreabilidade ao longo de toda a operação. O que estamos fazendo no Brasil é trazer essa experiência acumulada globalmente pela Thermo Fisher e aplicá-la às necessidades dos estudos conduzidos a partir daqui”, afirma Maria Rodrigues, gerente-geral de Serviços Clínicos da Thermo Fisher Scientific no Brasil.

A infraestrutura passa a contar com dois tanques de nitrogênio líquido, 18 racks com capacidade para aproximadamente 144 posições de armazenamento e 15 equipamentos qualificados para transporte (shippers). A operação abrange desde o recebimento e armazenamento dos materiais até a distribuição aos centros de pesquisa e a logística reversa dos equipamentos utilizados no transporte.

Desde o início de 2026, a estrutura é utilizada em estudos clínicos envolvendo terapia celular. Os projetos incluem armazenamento sob nitrogênio líquido, distribuição para centros de pesquisa e monitoramento da temperatura ao longo do transporte.

Uma operação em expansão

A nova capacidade dá continuidade à expansão do Centro Logístico de Ensaios Clínicos da Thermo Fisher no Brasil. Em operação no país há 18 anos, o Centro Logístico ocupa 2,4 mil m² e reúne cerca de 110 profissionais. A unidade conta ainda com mais de 8 mil posições de armazenamento em ambiente controlado e 10 mil para produtos refrigerados, além de áreas para produtos congelados.

Globalmente, a Thermo Fisher acumula mais de 35 anos de experiência no armazenamento e transporte de materiais críticos em cadeias de ultrabaixa temperatura e criogenia.

Soluções digitais para estudos clínicos

Além da criogenia, o Centro Logístico de Ensaios Clínicos oferece um ecossistema integrado de eCOA (electronic Clinical Outcome Assessment), tecnologia utilizada para digitalizar a coleta de informações ao longo dos estudos clínicos. A solução reúne em uma mesma operação a plataforma digital, a gestão dos dispositivos utilizados na pesquisa e o suporte à execução nos centros participantes, reduzindo a necessidade de coordenar diferentes fornecedores e etapas separadamente.
Inicialmente, a capacidade criogênica atende estudos conduzidos a partir da operação brasileira, com possibilidade de suporte a pesquisas em outros mercados da América Latina. (Com informações da Thermo Fischer – 03.11.2026)

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