O mês de maio trouxe uma preocupação maior com as doenças outonais como informa o Boletim Infogripe expedido pela FIOCRUZ. Nas semanas de 4 a 10 de maio, aumentaram os casos de hospitalizações por Influenza A em várias regiões do país. Entre as capitais estão em nível de alerta ou de alto risco, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba e Manaus.
Com isso, vários alertas foram sinalizados. A mortalidade entre crianças está próxima da de idosos; a Influenza A e a Covid-19 são as principais causas de mortalidade entre mais velhos; o Vírus Sincicial Respiratório é a principal causa de SRAG e de mortalidade em crianças.
De acordo com a médica infectologista consultora da Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL), Dra. Fernanda Rick, a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) pode ser causada por diversos vírus respiratórios (Influenza, Covid-19, vírus sincicial respiratório). Causa um quadro gripal com baixa saturação de oxigênio, falta de ar intensa e aumento da frequência respiratória.
Diagnóstico
Vale ressaltar a importância de se fazer um diagnóstico preciso nos casos de SRAG. Como essa doença pode ser causada por diversos agentes respiratórios, e até se confundir com outras infecções bacterianas ou problemas cardíacos e/ou pulmonares, a identificação correta do vírus pode melhorar a conduta terapêutica (alguns vírus podem ser tratados com antivirais ou têm protocolos de suporte mais específicos). É preciso evitar o uso incorreto ou abusivo de antibióticos, bem como, melhorar a resposta epidemiológica (com aumento e ampliação de campanhas de vacinação, por exemplo).
Para a prevenção, a especialista indica uma série de atitudes, entre elas:
• Uso de máscara em ambientes aglomerados ou em serviços de saúde, sobretudo quando apresentar sintomas de gripe ou resfriado;
• VACINA
o A vacina contra influenza (gripe) já está disponível no SUS;
o Vacina contra Covid-19, atualizada já está sendo distribuída pelo SUS, fique atento ao calendário na sua cidade;
o Vacina contra VSR (Vírus Sincicial Respiratório) estará disponível no SUS para gestantes;
o A partir dos 60 anos, a vacina contra VSR é recomendada para pessoas com maior risco de evolução grave ou descompensação da doença de base pela infecção pelo VSR como: cardiopatia, pneumopatia, diabetes, obesidade, nefropatia, hepatopatia e imunossupressão. Também deve ser recomendada para pessoas fragilizadas, acamadas e/ou residentes em instituições de longa permanência;
o A partir dos 70 anos, todos devem tomar.
“As vacinas são seguras e eficazes e evitam as hospitalizações e morte”, finaliza a médica. (Com informações da CBDL – 26.05.2025)

