Uma inteligência artificial generativa para o registro de pesquisas clínicas acaba de ser lançada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com o nome de Rebec@.
O objetivo do programa é que se possa responder questões imediatas sobre documentos e prazos para registros, estudos para medir segurança e eficácia de novos medicamentos, vacinas e procedimentos de manejo clínico, regras para a aprovação, entre outros temas.
Conectada a uma base atualizada em regulação e boas práticas em pesquisa clínica, Rebec@ trabalhará full time com temas prioritários do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS), como informes sobre doenças e populações específicas, além de incorporar, ainda este ano, fast-tracks para pesquisas com todos os patógenos definidos como prioridade da OMS na América Latina.
Segundo a vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fiocruz, Maria de Lourdes Aguiar Oliveira, “cada funcionalidade tem um custo baixíssimo e é sustentável não só porque otimiza recursos hoje. O efeito é exponencial, com externalidades positivas cumulativas que afetam toda cadeia de inovação. Agilizar a colaboração científica nacional e internacional e a transparência da informação é agilizar a chegada segura de vacinas ou outras inovações à sociedade. O impacto no SUS é direto”.
O uso da IA já vem sendo testada pela rede global International Clinical Trials Registry Platform (ICTRP), padrão ouro da Organização Mundial da Saúde.
“Rebec@ pode dar atenção ininterruptamente a estas dúvidas mais frequentes, enquanto paralelamente revisores lidam com os demais casos de modo personalizado durante o expediente da Fundação, com pronto atendimento ou até hora marcada”, comenta Josué Laguardia, um dos professores responsáveis pela coordenação do Registro Brasileiro, que conclui, “pode ser o início de um ecossistema de pesquisa realmente integrado para a região e que pode ser viável atuar como um condomínio de incubação de registros primários para países que ainda não tem nossa expertise em curadoria de informação no padrão ICTRP. Estamos buscando entender as regulações éticas das nações vizinhas”. (Com informações da Agência Brasil – 24.04.2025)

