Associações de dispositivos médicos e de diagnóstico encaminham carta para o MDIC para tentar barrar medidas tarifárias do Estados Unidos

Entidades representativas do setor de dispositivos médicos e de diagnóstico expediu uma carta endereçada ao ministro e vice-presidente da república Geraldo Alckmin para que estes segmentos, que podem impactar diretamente na população e a operação contínua dos sistemas de saúde de ambos os países, sejam excluídos de qualquer medida tarifária decorrente de disputas comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Assinam a carta, além da Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL), a Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS), a Associação Brasileira da Indústria de Tecnologia para Saúde (Abimed), a Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde (Abraidi) e a Advanced Medical Technology Association (Advamed).

De acordo com o documento, estes setores são cruciais para o sistema de saúde, uma vez que atendem o mercado soluções que vão desde equipamentos de diagnóstico por imagem até próteses, implantes, reagentes laboratoriais, instrumentos cirúrgicos, luvas, máscaras, agulhas, seringas, suturas e outros produtos com grande volume de consumo diário por hospitais, clínicas e laboratórios.

Importações e exportações

Os Estados Unidos são tradicionalmente o principal destino das exportações brasileiras de Dispositivos Médicos. De janeiro a dezembro de 2024, o Brasil exportou US$ 852 milhões no total, dos quais US$ 188 milhões foram para os Estados Unidos, o que representou 22% do total exportado.

Simultaneamente, a principal origem das importações brasileiras do setor vem também do país estadunidense. Em 2024 foi importado US$ 1.2 bilhão, equivalentes a 15,3% dos US$ 8 bilhões importados pelo Brasil.

Entre os produtos envolvidos nas negociações estão insumos acabados, semimanufaturados, matérias-primas para a produção de dispositivos médicos, o que inclui cooperação em áreas de alta complexidade tecnológica, tais como equipamentos de imagem, instrumentação cirúrgica, próteses, reagentes e sistemas de monitoramento hospitalar.

Empregos

Apenas no Brasil, aproximadamente 51 mil empregos estão na manufatura de dispositivos médicos, de um total de 150 mil empregos formais e isso pode gerar impacto direto sobre o acesso dos pacientes, além de o abastecimento regular de hospitais públicos e privados, o que impactará na realização de cirurgias, diagnósticos e tratamentos de baixa, média e alta complexidades, entre outros problemas. (Com informações da CBDL – 29.07.2025)

 

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