Ampliação da cobertura da mamografia digital pela ANS evidencia importância de integrar diagnóstico, acompanhamento e orientação ao paciente
Aprovada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a ampliação da cobertura obrigatória da mamografia digital pelos planos de saúde coloca em evidência uma discussão que vai além do acesso ao exame: como transformar a maior disponibilidade de procedimentos em uma jornada de cuidado mais preventiva, coordenada e adequada às necessidades de cada paciente.
A partir de 1º de outubro, os planos de saúde deverão garantir a cobertura da mamografia digital quando houver indicação médica, sem a restrição de idade que anteriormente vinculava a cobertura obrigatória a mulheres entre 40 e 69 anos. A nova regra também considera a indicação clínica, ampliando o acesso ao exame conforme a avaliação do profissional de saúde.
A mudança ocorre em um momento em que a prevenção e o diagnóstico precoce ganham ainda mais espaço na agenda da saúde suplementar, especialmente com a proximidade do Outubro Rosa. Para o Plano Brasil Saúde, a ampliação do acesso a exames é importante, mas seus resultados podem ser potencializados quando o procedimento está inserido em uma jornada contínua de cuidado.
“O acesso ao exame é uma etapa importante, mas o cuidado não começa nem termina nele. É preciso conhecer o histórico e os fatores de risco do paciente, orientar sobre a necessidade de acompanhamento e garantir que, diante de um resultado que exija atenção, ele seja direcionado para a próxima etapa do cuidado”, afirma Paulo Bittencourt, CEO do Plano Brasil Saúde.
Dados do Plano Brasil Saúde reforçam a importância do acompanhamento
A experiência do Plano Brasil Saúde evidencia a presença de exames de imagem das mamas na rotina assistencial dos beneficiários. Nos últimos 12 meses, foram realizados 2.018 ultrassons das mamas, além de 1.096 mamografias digitais bilaterais e 40 mamografias convencionais bilaterais. O levantamento também registra sete procedimentos de ultrassom mamário bilateral.
Os números ajudam a dimensionar a demanda por exames relacionados à saúde das mamas e reforçam a importância de garantir que o acesso aos procedimentos esteja associado à orientação clínica e ao acompanhamento dos pacientes. Mais do que ampliar a oferta de exames, o desafio está em assegurar que cada beneficiário receba a indicação adequada, compreenda a necessidade de investigação e tenha suporte para dar continuidade ao cuidado quando necessário.
Essa lógica também se relaciona à atuação da Atenção Primária à Saúde (APS), que pode funcionar como uma porta de entrada para a identificação de riscos, a avaliação clínica e a coordenação dos diferentes momentos da assistência. De janeiro a julho deste ano, o Plano Brasil Saúde registrou 5.343 consultas de Atenção Primária à Saúde, dado que ilustra a relevância desse nível de cuidado na relação dos beneficiários com o sistema de saúde.
Na prática, o acompanhamento pode começar com o médico de família, que atua como referência para conhecer o histórico do paciente, avaliar fatores de risco, identificar necessidades de investigação, solicitar exames quando indicados e acompanhar seus resultados. Essa coordenação ajuda a evitar que diferentes etapas do cuidado aconteçam de forma isolada.
Tecnologia e atenção primária na jornada de cuidado
A tecnologia também pode ampliar as possibilidades de acesso e acompanhamento. A telemedicina, por exemplo, pode ser utilizada em consultas de orientação, avaliação inicial e acompanhamento de determinadas situações, enquanto a rede presencial permanece fundamental quando há necessidade de exame físico, procedimentos, investigação mais detalhada ou atendimento especializado.
Para o Plano Brasil Saúde, a combinação entre atendimento digital, atenção primária e rede presencial permite que diferentes recursos sejam utilizados de acordo com a necessidade de cada beneficiário. Nesse modelo, exames como a mamografia deixam de ser vistos como procedimentos isolados e passam a integrar uma jornada que envolve identificação de riscos, investigação, diagnóstico, acompanhamento e direcionamento para o cuidado adequado.
A ampliação da cobertura determinada pela ANS também reforça a importância de uma atuação mais ativa dos sistemas de saúde na orientação dos beneficiários. Quanto maior o acesso a exames e recursos diagnósticos, maior a necessidade de garantir que o paciente saiba quando utilizá-los, tenha acompanhamento adequado e consiga dar continuidade ao cuidado a partir dos resultados.
“Uma gestão de saúde eficiente precisa olhar para o paciente de forma integral. A tecnologia facilita o acesso e a orientação, mas é a integração entre diferentes pontos de cuidado que permite acompanhar a pessoa ao longo do tempo e identificar, com mais precisão, quando ela precisa de prevenção, investigação, tratamento ou acompanhamento especializado”, completa Bittencourt.
A discussão ganha relevância especialmente no contexto corporativo, em que empresas e operadoras buscam conciliar acesso à assistência, qualidade do atendimento e uso mais eficiente dos recursos de saúde. Para o Plano Brasil Saúde, ampliar o acesso aos procedimentos é parte de uma estratégia maior: organizar a jornada para que cada beneficiário receba o cuidado adequado no momento adequado. (Com informações do Plano Brasil Saúde – 28.09.2026)

