Presidente da CBDL fala sobre Inovação e Acesso em Pré-Congresso do 58º CBPC/ML

O Pré-Congresso do 58ºCBPC/ML, que acontece em Florianópolis (SC), nesse dia 14, teve um curso de Gestão como eixo temático. O evento ocorreu na Sala 9 e teve como tema “REUNIÃO VIGILÂNCIA SANITÁRIA E OS DESAFIOS DA INDÚSTRIA DE DIAGNÓSTICO IN VITRO”, com a coordenação do ex-presidente da SBPC/ML, Dr. Wilson Shcolnik; e do presidente executivo da CBDL, Carlos Gouvêa.

A primeira palestra foi a de Marcela V. Abreu (Anvisa), com o assunto “Inteligência regulatória aplicada ao Diagnóstico In Vitro”. Logo após, houve a realização da palestra “CQ em POCT realizados em ambientes extra-labs”.

Carlos Gouvêa apresentou “A inovação a serviço da ampliação da testagem e do acesso à saúde” que discorreu um pouco sobre o papel da CBDL no segmento de IVD e sua atuação junto aos órgãos de regulação nacionais e internacionais.

Falou sobre a Indústria da Tecnologia Médica ou DMAS, entre dispositivos médicos, diagnóstico in vitro, equipamentos e E-Saúde, além de citar o Livro Branco do Diagnóstico Laboratorial.

Sobre as novas tecnologias, abordou um direcionamento futuro com tecnologias assistivas como dispositivos menores e mais leves, materiais avançados, monitores de saúde que podem ser vestidos e melhorias substanciais na T.I.

Citou também formatos de testes que se adequam a todas as necessidades, do laboratório central aos locais mais remotos como strips, cassetes, cartões, dipsticks e instrumentos multi-ensaios, além da evolução de Point of Care Testing (POCTs) moleculares.

Gouvêa estabeleceu um tópico de Conectividade x Vigilância Epidemiológica, desde as unidades do Sistema de Atenção à Saude, passando pelo teste diagnóstico, com a devida conexão com tratamento e cuidado, captura e agregamento de dados em Vigilâncias locais e nacionais, as tendências de monitoramento e impacto das intervenções e evidências para intervenções e mudanças de políticas.

“A adoção da tecnologia digital tem o poder de melhorar o acesso, engajamento e desfechos para o paciente. A transparência dos dados (dashboards) permite gerar confiança e empoderar o público com o conhecimento para que façam a sua parte na resposta de saúde pública”, destacou o dirigente.

O líder da CBDL também mencionou inovações nas áreas de citologia, Imunohistoquímica, PCR, CRISPR e sequenciamento em novas conquistas e descobertas. No entanto, conferiu números alarmantes como 47% da população tem pouco ou nenhum acesso a diagnósticos; e 90% das ISTs acontecem em países de baixa ou média renda, onde o acesso ao diagnóstico in vitro é limitado ou inexistente. Por essa razão defende veemente sobre a importância da expansão do acesso ao IVD.

Sobre o Brasil, destacou as desigualdades e diferentes realidades para o acesso ao diagnóstico e frisou estratégias para a ampliação como os auto testes e a telemedicina.

Gouvêa ainda sublinhou sobre campanhas de conscientização como a Let´s Test, da UNICEF com apoio da CBDL, além da estruturação da Política Nacional de Diagnóstico Laboratorial (PNDL), junto às outras instituições.

Como desafios, Carlos Gouvêa elencou a ampliação do acesso utilizando inovação tecnológica de produto e de processo; promover a interoperabilidade, unindo dados que se integram e se comunicam; Triagem com foco em Atenção Primária de Saúde e Medicina Personalizada.

E como propostas, o presidente da CBDL listou o SUS digital, fila nacional inteligente, atenção primária 2.0, parcerias público-privadas; Observatório Nacional de Saúde, Prevenção e Medicina Preditiva, Regulação Inteligente, aprimoramento institucional de reguladores, incorporação racional de tecnologias, melhoria nos ambientes de negócios e ética e compliance.

Por fim, Álisson Bigolin (MS), falou sobre “Do desenvolvimento da política pública à ampliação do acesso: o papel do Ministério da Saúde nas redes diagnósticas”, com debate no final. (Com informações da CBDL – 14.09.2026)

 

 

 

 

 

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