A diretora técnica da CBDL, Josely Chiarella, participou, na semana passada, do 𝗗𝗲𝗲𝗽𝗧𝗲𝗰𝗵 𝗦𝘂𝗺𝗺𝗶𝘁 𝟮𝟬𝟮𝟲, evento sobre o ecossistema de deeptech na América Latina, com a presença de novas startups do setor.
Um dos destaques do evento foi o lançamento do 𝗗𝗲𝗲𝗽𝗧𝗲𝗰𝗵 𝗥𝗮𝗱𝗮𝗿 𝗟𝗔𝗧𝗔𝗠 𝟮𝟬𝟮𝟲, que mapeou 𝟭.𝟳𝟰𝟲 𝘀𝘁𝗮𝗿𝘁𝘂𝗽𝘀 deeptech na América Latina, destas, 72,7% (1.269) estão no Brasil, com forte concentração na região Sudeste, que reúne 63,1% das startups brasileiras.
O levantamento também mostra onde se concentram as oportunidades. Entre os segmentos, Saúde & Bem-estar e Agro & Alimentos, com soluções baseadas predominantemente em biotecnologia e inteligência artificial/computação.
No evento, Josely teve acesso ao Relatório Emerge Brasil, que traz números que indicam alguns sinais de alerta (https://emergebrasil.in/radar-2026-lp/)
No documento, a América Latina investe apenas 0,62% do PIB em P&D, enquanto o Brasil apresenta um desempenho um pouco melhor, com cerca de 1,2%. “Somos o 13º país em produção científica, mas ocupamos posições bem menos favoráveis em competitividade (65º) e custo de capital (70º). O cenário mostra, portanto, um enorme potencial, mas também desafios importantes”, comenta Josely.
O ecossistema de deeptechs está crescendo e produz ciência e inovação de qualidade. O próximo passo será transformar esse conhecimento em negócios sustentáveis e escaláveis.
Os modelos de negócio das startups ainda precisam amadurecer, e o capital público continua sendo uma importante base de sustentação do ecossistema, pondera a diretora da CBDL.
Segundo Josely, o desafio agora é criar condições para que essas empresas avancem na jornada e demonstrem maior capacidade de atrair capital privado, mercados e transformar inovação científica em impacto econômico e social.
“Mais do que contar startups, o DeepTech Radar mostra o tamanho da oportunidade e também o quanto ainda precisamos avançar para transformar o potencial da América Latina em protagonistas globais de inovação”, completa ela. (Com informações da CBDL – 17.08.2026)

