Diagnóstico precoce é chave para conter avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave no Brasil

A diferença entre um surto controlado e uma epidemia está, muitas vezes, na rapidez com que identificamos o problema

O recente avanço dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil acendeu um alerta nas autoridades de saúde. Em Goiás, o governo decretou situação de emergência após o aumento expressivo de internações. Já no interior de São Paulo, cidades como Jundiaí e Sorocaba registraram mortes associadas à doença, reforçando a preocupação com a circulação de vírus respiratórios e a pressão sobre o sistema de saúde.

Diante desse cenário, especialistas destacam a importância do diagnóstico precoce como ferramenta essencial para conter a evolução de surtos e evitar que se transformem em epidemias. “A SRAG não é o início do problema, ela é o estágio mais grave de uma infecção respiratória que não foi identificada e controlada a tempo”, afirma Pedro Aguiar, gerente técnico e científico da Seegene Brasil, empresa filiada à CBDL “Quando o sistema de saúde atua apenas nesse momento, muitas vezes já estamos lidando com um cenário mais complexo e de maior risco para os pacientes.”

A identificação rápida do agente causador é um dos principais desafios no enfrentamento das doenças respiratórias. Vírus como influenza, SARS-CoV-2, vírus sincicial respiratório (VSR), adenovírus e metapneumovírus apresentam sintomas iniciais semelhantes, o que dificulta o diagnóstico clínico sem o apoio de exames laboratoriais avançados. “Sem o diagnóstico molecular adequado, perde-se tempo valioso. O paciente pode receber uma conduta menos assertiva, o isolamento pode ser tardio e a transmissão continua acontecendo”, explica Pedro Aguiar.

Para responder a essa demanda, a Seegene desenvolveu soluções baseadas em testes moleculares multiplex capazes de identificar múltiplos patógenos em uma única análise. Entre eles, destacam-se um que detecta 19 vírus respiratórios relevantes para quadros de SRAG, e um painel que amplia essa capacidade para até 26 patógenos, incluindo vírus, subtipos de influenza A e bactérias respiratórias.

“Essa tecnologia permite uma resposta muito mais rápida e precisa, tanto no ambiente hospitalar quanto na vigilância epidemiológica”, afirma Pedro Aguiar. “Com a identificação do agente etiológico, é possível orientar melhor o tratamento, adotar medidas de isolamento adequadas e evitar a disseminação dentro de hospitais e na comunidade.”

Segundo o especialista, embora essas soluções já sejam utilizadas tanto pelo poder público quanto pela iniciativa privada, ainda há espaço para ampliação do uso, especialmente em fases iniciais dos quadros respiratórios. “Hoje, em muitos casos, o diagnóstico mais completo ainda acontece quando o paciente já está em estado grave. Precisamos mudar essa lógica”, diz Pedro Aguiar. “A detecção precoce é o que permite interromper cadeias de transmissão e reduzir o impacto sobre o sistema de saúde.” Para ele, o fortalecimento da medicina diagnóstica é um passo fundamental para melhorar a resposta a doenças respiratórias no país. (Com informações da DOC Press/Seegene Brasil – 22.05.2026)

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