Uma pesquisa publicada na revista Nature e realizada pelo Memorial Sloan Kettering Cancer Center (MSK), dos Estados Unidos, pode mudar a perspectiva do diagnóstico de tumores no cérebro.

No estudo, a biópsia tradicional foi alterada pela biópsia líquida, onde foram avaliadas 85 amostras dolíquido cefalorraquidiano (LCR) dos indivíduos. Os pesquisadores concluíram que a análise do perfil genético do tumor tem papel protagonista na classificação da doença. A análise tradicionalista é considerada muito invasiva já que é preciso utilizar tecidos do cérebro dos pacientes, além de ser considerada de alto custo.

Para a nova proposta, as amostras de LCR são coletadas por punção lombar com o objetivo de detectar o DNA circulante (ctDNA) do tumor. “Nosso estudo mostra que podemos usar uma amostra do líquido cefalorraquidiano para observar alterações moleculares em um tumor em cerca de 50% das pessoas com gliomas recorrentes. Sabemos que tumores evoluem no curso da doença. Nossa abordagem pode ser um caminho para rastrear e compreender as mutações que levam à progressão dos gliomas e também ajudar no desenvolvimento de novas drogas”, comentou a Alexandra Miller, neurologista e coautora do estudo.

Nas 85 amostras coletadas, o ctDNA foi encontrado em 42 (49,4%). Com esse número, foram analisados os registros médicos e as informações das biópsias em tecidos. Os cientistas assim concluíram que os pacientes com ctDNA no líquido cefalorraquidiano tinham mais propensão de ter a doença na sua forma mais agressiva e com mais chances de mortalidade. (Com informações do Labnetwork – 11.4.19)